sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Juro beijar teu corpo


Eu juro beijar teu corpo sem descanso. Mas antes, não hesito em deixar com que minhas mãos viajem por ele, como se eu pudesse te desenhar toda nua. Enquanto isso, meu corpo estará pulsando, intenso. Vou começar pelos teus pés. Vou acariciá-los com devoção. Sem pressa, sigo para tuas pernas. Belas pernas, torneadas, lindas, brancas... Como eu sei adorá-las! Minhas mãos serão andarilhos percorrendo tuas ruas, tuas avenidas, teus becos. Sem rumo definido. E nos teus meios-fios, repousar essas minhas mãos estremecidas, inquietas. E neste momento meu corpo já estará aos berros, ardendo em febre, ensaiando maiores delícias.

Sigo a minha viagem, passando por tuas coxas, onde faço mais uma parada... Engano meu, não paro, e minhas mãos começam a fazer um movimento indeciso, suave, ainda que cada vez mais quente. Indecisas também são tuas coxas, que se movem atônitas sobre meus ombros, refletindo o arrepio em meu corpo, que a esta altura é teu também. Vejo teu sexo, tua rosa perfumada, e estes teus lábios já pedem beijo. Mas não tenho pressa. Minha respiração ofegante junto a tuas curvas cálidas promove uma sinfonia delirante. Ainda estamos calmos, porém. Tuas mãos ansiosas, em mim, aumentam o ritmo. Lençóis em desordem assistem a ordem natural de nossa ânsia, de nossos músculos retesados.

Enroscamos nossos corpos, reviramo-nos. Estás sobre mim e minhas mãos prosseguem o passeio, deslizando sobre teu ventre e subindo, subindo, ora descendo, mas inquietamente subindo, desejando-te com calma e mudo. Teus seios, volumosos seios, estão nas minhas mãos, que agora se sabem ainda mais estremecidas, mais tórridas, incontroláveis. Acariciam as tuas duas luas cheias, intercalando com apertos que fazem de nossos corpos uma percussão inebriante. Sem descanso, eu juro, então, beijar teus seios. E sugá-los com fervor. É quando minha língua conquista o direito desta viagem, fazendo o caminho de volta. Nosso suor encharca nossos pelos e teu corpo brilha ainda mais. Enquanto minhas mãos se mantêm em teus seios, acariciando teus mamilos há muito já endurecidos, minha língua desce e te planto no ventre mil beijos.

Paro e, loucamente, procuro teus lábios de cima. Puxo teus cabelos e te beijo com força e demora. Continuo a viagem, austero, novamente descendo, beijando cada milímetro de tua epiderme macia e molhada. Perdemos a noção da hora. Escorrem pelas mãos o suor e o tempo. Lá fora, fazia sol, agora chove. É tarde, mas a noite já terá trancado a porta. Nossa mudez dá lugar aos nossos gemidos em sincronia. Nossa nudez pulsa alegre. Deito-te oposta a mim e, com tuas pernas novamente sobre minhas coxas, busco teus lábios de baixo, teu sexo, tua flor. E minha boca a beija longamente, explorando as minúcias. Sinto o cheiro, sinto o gosto, sinto-te. E minha língua se põe em vai-e-vens circulares, lambendo-te inteira e derramando todo meu frenesi...

3 comentários:

Danyella Carvalho disse...

''Como dizia o poeta:
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu''
então, viva!

Leidiana disse...

Lindo Blog. Amei!

Paula de Assis Fernandes disse...

Intenso e detalhista. Como esperar menos de alguém que capta tão bem momentos com luz? Parabéns, gostei muito, Alexandre!