quinta-feira, 25 de março de 2010

Das cartas que eu não escrevo mais:

DOCE AMOR

Depois de muito tempo, ela me sorriu. Percebi, a partir de então, que meu mundo girava diferente. Senti uma calma que há muito não me tomava o corpo e o coração. Presságios de momentos bons, horas depois. E não deu outra.

A sua especialidade em me emocionar e em me estremecer é tamanha que eu não ouso dizer qualquer coisa. Aquele sorriso. Ah, aquele sorriso tão diferente! Eu percebo você, mesmo quando você nem está percebendo. Eu percebo você nos mínimos detalhes seus, e eu contemplo. Você respira mais, eu respiro mais.

Os olhares, mais uma vez, se encontram e não se desviam. Pelo contrário, se alegram por isso. Clareia a minha vida, num brilho eterno. Eu não choro mais, não de tristeza... Não há como duvidar, ou entender; parece não fazer tanto sentido. Mas, e daí? As coisas não têm que fazer esse sentido todo!

Crendo que minha ausência sempre fez algum sentido, ainda que pouco, percebo que o tempo resolve e a saudade une as almas... Um pouco mais maduro, talvez. Deveras mais feliz, ao certo, ao seu lado... E vejo quão doce é o meu amor!

5 comentários:

Juliana Marton disse...

a ausência. in fact, nunca faz sentido. estou adorando você aqui.

p.s: mudei o blog de endereço, agora é http://livewithjuliana.blogspot.com

Alexandre Cavarzan disse...

Obrigadíssimo, querida Jú!

Seu novo endereço está devidamente adicionado aos meus links!

Beijão! =)

Ciro Ribeiro disse...

"O tempo resolve e saudade une as almas". Muito certo isso. Parabéns pelo blog Charles!
abraços

Lana Costa disse...

Esse foi o que eu mais gostei, singelo e profundo. Melhor ainda é a foto ilustrando... esse filme é uma obra de arte.

Layane Palhares disse...

Ótimo! Parabéns...